Texto básico: Lc 7:11-17
Quem ressuscitou nesse dia? Você pode me dizer: o filho da viúva é claro? Mas na realidade a benção estava preparada para a mãe dele.
Àquela mulher era viúva, tinha perdido junto com seu esposo, o provedor de sua casa, perdeu seus sonhos, seu companheiro, seus projetos e tudo o que restou transferiu para seu filho, sua maior herança.
Estava agora a caminho do sepultamento não só do seu único filho mais também dos seus sonhos, projetos, companheiro e suas perspectivas de vida. Na realidade essa viúva tinha morrido também, estava indo para o cemitério e talvez não retomasse sua vida outra vez.
Diante deste cenário caótico, uma multidão de mortos a seguiam, já tinham velado seu filho e caminhavam para sepulta-la também. E de repente se deparam com uma multidão que seguia Jesus, seguia a vida. Encontramos um choque de realidades.
v. 13 – diz que: Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela…
O que Jesus viu que aquela multidão não viu? Um menino morto e uma multidão atrás? Não. Jesus vê o que nenhum homem vê.
Jesus viu a mulher, a mãe, a viúva, a solitária. Ela sim, estava morta viva, ela sim continuaria a existir no meio de uma multidão de mortos, iguais a ela, sem sonhos, sem projetos, sem perspectivas, sem amor. Que sentido teria a sua vida a partir daquele dia?
O Senhor se compadeceu dela
– Ela não pediu nada pra ele, ela não gritou, clamou, descabelou, nada. Sua dor era muda, sua vida era de sofrimento. Jesus tomou a iniciativa para mostrar àquelas multidões tanto de vivos quanto de mortos, que sua preocupação não é com os mortos, mais com os vivos.
Sabemos que ao homem é dado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo, mais os
vivos ainda tem oportunidade de escolher a vida.
O marido já tinha morrido, o filho também, a próxima da fila era a mulher, Jesus, o autor da vida toma a iniciativa e traz o consolo a ela: Não chores.
As pessoas pensam que as vezes é fácil simplesmente dizer: Não chores porque não tem noção da dimensão da dor. Mas quando o mestre diz não chores, não era no sentido de “tudo acabou” pelo contrario era no sentido: “vou resolver”.
Vou te dar sentido outra vez para viver, vou restaurar teus sonhos, vou te projetar para um novo recomeço. Se o que era necessário para a vida voltar a mãe foi ressuscitar o filho, Jesus fez naquele dia 2 ressurreições do filho e da mãe.
v.14–15 – O que ele restituiu aquela mãe na realidade foi a vida dela, os sonhos dela, o prazer de continuar a existir que já não existia mais.
As vezes queremos transferir a razão de nossa tristeza para alguma coisa que não esta dando muito certo ou mesmo a perda de alguém querido como parentes ou discípulos, e morremos, desistimos, matamos nossos sonhos futuros.
Hoje o autor da vida esta aqui para parar esse enterro e te dizer o mesmo que disse ao jovem: eu
te mando: Levanta-te!. A ordem já foi dada, o levantar-se é uma atitude que depende de você. Não precisa pedir (como a mulher não pediu), não precisa de oração, precisa de atitude.
Precisamos transmitir a vida de Deus e não a morte e o fracasso de nossas atitudes. Levante-se e você vai ver restituída a razão de sua vida, seu chamado, seus sonhos, seus projetos.
Não siga a multidão que esta a caminho do cemitério para enterrar você mesmo, siga a vida, Jesus hoje parou esse enterro na porta da cidade. A porta é Jesus.